I.Art.E

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Ecclesiam Tuam

Sancta, Mater et Magistra

 

51-09 Por vezes olha-se para Deus tal e qual como um aviador para o pára-quedas: uma coisa de que se lança mão em caso de emergência, mas de que se espera nunca ter de fazer uso

52-09 Certamente, é preciso entender os santos não como realização humana, mas como amostra divina.

53-09 Realmente, muitos crentes vivem hoje tão afastados do natural, como do sobrenatural. Vivem no artificial. E de este modo não podem descobrir o valor divino do humano.

54-09 Deus pode ser indulgente e pode perdoar. Mas nunca, como Amor que é, conciliar-se com o ódio. Portanto, nunca se conciliará com o pecado, porque o próprio pecado é incapaz de sofrer alteração se não há arrependimento. Mas, Deus pode conciliar-se com a pessoa, porque esta pode regenerar-se.

55-09 Já foi diagnosticado que nalguma comunidade os cristãos se assustariam do mesmo modo se fosse colocada em dúvida a fé, como se fosse proposto praticá-la.
É a mediocridade do meio termo mal entendido. É o velho dilema de em primeiro lugar as obrigações e, depois as devoções. .É a altercação entre Marta e Maria, em que se envolvem tantas almas de boa intenção. E porque não fazer tudo?

56-09 Pode ser útil, para muitas almas, o sábio conselho: a alma anda santamente se tiver para com Deus, um coração de filho; para o próximo um coração de mãe e para si mesmo um coração e espirito de juiz. Com estes elementos podem construir-se muitos edifícios espirituais.

60-09 O bom humor faz parte do caminha de todos os cristãos, seja qual for o lugar onde estão. Também o tinha quem relatou que certo superior religioso tinha tanta autoridade que com uma simples palavra se fez obedecer por um monge defunto que deixou de fazer milagres.

61-09 A fé recebe, o amor dá. Ninguém pode receber sem fé; ninguém pode dar sem amor. Por isso, acreditamos, para receber. Mas, para depois poder dar de verdade.