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Ecclesiam Tuam
Sancta, Mater et Magistra
21-09 O nome
que os homens lhe deram: Maria. O nome que Deus lhe deu (através do Anjo S.
Gabriel): Cheia de graça. O nome que ela própria deu a si mesma: Eis a
escrava do Senhor.
...
22-09 Nos factos relatados pelo Evangelho, nos milagres ou nas humilhações
de Cristo, S. Leão Magno descobre as provas das duas naturezas de Cristo.
Não só elas são ambas verdadeiras e perfeitas, mas estão de tal modo unidas
que se pode falar da divindade da carne e da carne de Deus.
23-09 Para S. Inácio de Antioquia é melhor calar e ser do que falar e não
ser. É bom ensinar, desde que se pratique aquilo que se ensina. Quem possui
a palavra de Cristo é capaz de perceber também o Seu silêncio e chegar à
santidade, agindo segundo o Sua palavra e fazendo-se reconhecer pelo próprio
silêncio.
24-09 A misteriosa fraternidade dos cristãos alcança-se através da percepção
que temos da paternidade de Deus. Condição, aliás, imprescindível para a
activar. Ela está sempre aberta aos laços naturais (família) e sociais
(cidadania). De este modo, o cristão é em primeira e única instância irmão
dos outros cristãos. Por fim, o cristão é irmão pelo serviço na verdade e na
caridade aos que estão fora da comunidade cristã.
25-09 É boa a oração, como o jejum e a esmola, acompanhada pela justiça.
26-09 Aos santos tem-lhes sucedido decifrarem através da contemplação os
dois imensos mistérios do amor de Deus: a presença da criação e da
providência e, sobretudo, a presença da inhabitação: o homem não é apenas
filho da natureza humana, mas filho de Deus.
27-09 Na antiguidade dizia-se: “O que não queres paras ti, não o faças a
ninguém” (Tob 4, 15). Cristo, porém, ensinou: “Por isso, aquilo quiserdes
que vos façam os homens, fazei-o vós mesmos a eles (Mt 7, 12).
28-09 Para a conversão ser verdadeira (donde é legítimo falar de sucessão de
conversões) é preciso conhecimento próprio, comparando a vida pessoal com
aquilo que Deus esperava e espera de nós (como nos vemos vendo-nos aos olhos
de Deus). A luz de Deus (só Ele é luz, luz, luz) inunda a alma e vê-se a
realidade absolutamente. Esta luz é a presença da Misericórdia divina.
29-09 Os santos reconhecem-se pecadores porque, pela sua correspondência à
graça, abrem de par em par a alma a Deus e vendo Deus, vêm-se como são.
30-09 Na oração vocal podemos prestar atenção à correcta pronúncia de todas
as palavras, ao sentido das mesmas palavras e à finalidade da oração, ou
seja, a Deus e aquilo que se pede, agradece ou oferece.