I.Art.E

Ideias ... Arte ... Ecumenismo



Ecclesiam Tuam

Sancta, Mater et Magistra

 

1/10 A diferença entre o espirito de peregrinação e o turismo religioso já foi proclamada há muitos anos: neste substitui-se a dor dos pecados pela dor dos pés.
Certamente que existem excepções.

2/10 Com o jejum procura-se o enriquecimento do espirito, enquanto que com a dieta se procura o emagrecimento do corpo. No primeiro existe uma perspectiva interior, a relação com Deus; a segunda perspectiva denuncia a procura da imagem pessoal diante dos outros.

3/10 Na medida em que se perde o sentido do pecado, aumentam os complexos de culpa.

4/10 O que é verdadeiramente negação do natural é o vazio espiritual.

5/10 O culto do corpo, a capacidade de exercer atracção sexual tornou-se critério decisivo e vulgar para o próprio valor pessoal no mercado das ofertas mundanas. É isso mesmo, no mercado.

6/10 Para se viver a castidade não se deve privilegiar o saber sobre a sexualidade, mas aprofundar na racionalidade e na espiritualidade.

7/10 Quem não é católico, embora saiba a sério alguma coisa sobre a História da Igreja (será possível? saberá mesmo?) tem logicamente muita dificuldade em avaliar o passado e julgar o presente da Igreja, instituição fundada por Cristo. Do mesmo modo, desconhecem a realidade sobrenatural dos sacramentos, da vida da graça.

8/10 É frequente que os desconhecedores da História da Igreja quando se referem ao passado remoto mostrem grandes lacunas e façam acusações certamente impossíveis de demonstrar. Mas quando a sua ignorância é programada não é previsível que venham a reconhecer o contrário daquilo que afirmam ignorantemente.

9/10 Quando a propósito de acontecimentos do presente próximo, os não católicos se pronunciam sobre acontecimentos pelo menos discutíveis (quando o são, claro) que dizem respeito ao pontificado de Pio XII de modo depreciativo, parece que estão a fazer um exame da história semelhante a de quem nega o Holocausto. Como é possível que o círculo seja quadrado? Quando não existe amor à verdade, ou mais banalmente, honestidade intelectual, as mais claras evidencias tornam-se impenetráveis.

10/10 Os comunistas destestam a Pio XII porque não foi marxista; os nazis odeiam ao mesmo papa porque os condenou antes de ter condenado o comunismo; os católicos amamos a Pio XII porque foi um fiel seguidor de Cristo, um pastor que soube dar a vida pelas suas ovelhas e não só.

11/10 No caso de muitos não católicos, a percepção que têm da doutrina cristã sobre o sexo reflecte a sua carência e incapacidade, teórica e prática, de viver as regras da sã intelectualidade e do respeito pela finalidade da sexualidade humana. Podem, porém, descansar. São coisas que se aprendem, teórica e praticamente , com uma boa educação familiar.

12/10 Como é sabido, foi sobre os ombros do grande papa Paulo VI que caiu, em sucessivas avalanches, o peso dos desvios precipitados da doutrina conciliar do Vaticano II, das falsas interpretações dos documentos aprovados na assembleia dos bispos, das pseudo reformas no campo da liturgia, da moral e da piedade cristã, da invasão do pensamento marxista e protestante, do desprezo pelos sacramentos e da diminuição do papel de Maria na vida cristã. Por isso ele foi uma testemunha imensa de vigor, fidelidade e generosidade até ao fim da sua vida de amor a Cristo e à Igreja.

13/10 Um momento notável do pontificado de Paulo VI foi a publicação da Encíclica “Humanae Vitae” (1968). João Paulo II classificou-a como profética e ao longo do seu demorado pontificado não deixou de a lembrar frequentemente. É conhecida a pressão brutal que por parte de algumas comunidades católicas, sobretudo através da influencia de certos ambientes de consagrados dos Estados Unidos nos meios de comunicação tentaram forçar o papa Paulo VI a proclamar uma versão mitigada da moral cristã. Algumas de estas vozes, também no nosso meio católico, continuam periodicamente a fazer-se ouvir, mesmo quando não vem a propósito do evento que se noticia ou comenta. São fenómenos de uma igreja que não o é já.

14/10 A existência dos “católicos não praticantes”, como sabem todos os pastores de almas, e agora veio recordado no ano sacerdotal, pela figura de S. João Maria Vianney são um fenómeno antigo. Por várias causas, os fiéis de consciência bem formada sabem não aproximar-se da Eucaristia se não se encontram em graça. Mas, é entre os eclesiásticos que encontramos agora quem se apresenta como todo poderoso no que diz respeito a dispor daquilo que a Igreja não se sente autorizada por Cristo a fazer. Assim, vemos como se pretende dar a comunhão aos chamados divorciados (perante a lei civil) recasados (perante a lei civil), ou mesmo aos não baptizados; igualmente, já foi sugerido em caso de ausência de sacerdote, que um fiel baptizado podia presidir à Eucaristia. A estes irmãos, se ainda o são na Igreja de Cristo, só podemos acudir com a oração. Mas temos esperança que lendo os Santos Evangelhos como se lêem desde sempre na Igreja, se convertam.