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Discurso do Papa à Comissão para diálogo teológico com Igrejas Ortodoxas orientais



Queridos irmãos em Cristo:

Com grande alegria dou-vos as boas-vindas, membros da Comissão conjunta internacional para o diálogo teológico com as Igrejas Ortodoxas orientais, por ocasião de vossa quarta assembléia plenária. Através de vós, envio minha saudação fraterna a meus irmãos veneráveis, os pastores das Igrejas Ortodoxas orientais: Sua Santidade o Papa Shenouda III, Sua Santidade o Patriarca Zakka I Iwas, Sua Santidade o Catolicós Karekin II, Sua Santidade o Catolicós Aram I, Sua Santidade o Patriarca Paulus, Sua Santidade o Patriarca Antonios I, Sua Santidade Baselios Marthoma Dídimo I.

Vossa reunião sobre a constituição e a missão da Igreja é de grande importância para nosso caminho comum na restauração da comunhão plena. A Igreja Católica e as Igrejas Orientais ortodoxas compartilham um patrimônio que procede dos tempos apostólicos e dos primeiros séculos do cristianismo. Este «patrimônio de experiência» deveria modelar nosso futuro «guiando nosso caminho comum para o restabelecimento da comunhão plena» (cf. «Ut Unum Sint», 56).

O Senhor Jesus nos confiou o mandato: «Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova a toda a criação» (Marcos 16, 15). Muitas pessoas seguem esperando que se lhes anuncie o Evangelho para poder conhecê-lo. Que sua sede pela Boa Nova fortaleça nossa determinação por trabalhar e rezar com diligência por esta unidade, requerida pela Igreja para exercer sua missão no mundo, segundo a oração de Jesus: «para que sejam perfeitamente um, e o mundo conheça que tu me enviaste e que os amaste como amaste a mim» (João 17, 23).

Muitos de vós viestes de países do Oriente Médio. A difícil situação que os indivíduos e as comunidades cristãs enfrentam na área é motivo de profunda preocupação para todos nós. De fato, as minorias cristãs têm dificuldade para sobreviver no meio deste panorama geopolítico instável, e com freqüência se sentem tentadas a emigrar. Nessas circunstâncias, os cristãos de todas as tradições e comunidades do Oriente Médio estão chamados a ser valentes e decididos com o poder do Espírito Santo (cf. Mensagem do Papa por ocasião do Natal aos católicos que vivem no Oriente Médio, 21 de dezembro de 2006). Que a intercessão e o exemplo dos muitos mártires e santos, que deram um valente testemunho de Cristo nessas terras, sustente e fortaleça as comunidades cristãs em sua fé!

Obrigado por vossa presença e por vosso contínuo compromisso no caminho do diálogo e da unidade. Que o Espírito Santo vos acompanhe em vossas deliberações. Envio a todos vós minha bênção apostólica.


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